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Nada é porventura mais irreflectido do que as aculturações. Halloween: uma "festividade" estado-unidense, e mais uma importação portuguesa desprovida de sentido.
O meu carro já treme... é a vítima habitual da estupidez aguda que se instala na noite de 31 de Outubro de há alguns anos para cá.
Ninguém nota (em particular os pais, professores e educadores em geral) o que se está a ensinar na realidade às crianças: a arte da extorsão.
"Trick or treat!"... doces/dinheiro ou damos-lhe cabo da casa e do carro... o requinte da malvadez disfarçada de divertimento inocente já chega sob a forma de pré-aviso de extorsão - exemplo disso, o "bilhete" deixado na caixa de correio 5 dias antes.

Os Estados Unidos no estado puro dos seus mitos e das suas gentes, o "novo" mundo que enraiza a violência profundamente na sua cultura, dos cowboys aos filmes de acção de hollywood, passando por mimos festivos como a celebração de um massacre no thanks-giving ou esta extorsão no halloween. Mas graças à globalização, perdão, uniformização por aculturação unidireccional, podemos com orgulho exibir a nossa total ausência de espírito crítico.

Máscaras sim! Mas em carnaval público ou fantasias privadas, e sempre com bem-querer.
O grande problema da educação é quando não passa de ilusória.
P.S.: A noite das bruxas é assinalada em Portugal, pelo menos no Norte, no dia 30 de Abril. Nessa altura enfeitam-se portas e janelas com maias, para impedir as bruxas de entrar. Esta tradição entrelaça-se com a da Festa das Maias.

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